S09-30

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Carnaval Rio 2018: representações na mídia e conversações polarizadas no Facebook

Palavras-chave: discurso polarizado, carnaval, politização, retórica, mídias sociais

 

O artigo objetiva investigar os discursos polarizados, a partir das polêmicas coberturas midiáticas dos desfiles de duas escolas de samba brasileiras, campeãs do carnaval do RJ, que representam discursos políticos: a Paraíso do Tuiuti, segunda colocada, e a Beija-Flor, campeã do carnaval 2018. Como referencial teórico, investiga-se como os sites de redes sociais (SRS) podem ser elemento de apagamento das diferenças, na medida que visões de distintos grupos podem ser lidas, por entrecruzamentos culturais (Bakhtin, 2010), quando diferentes pontos de vista e fios ideológicos são colocados em diálogo para somarem visões, o que lembra a  cultura híbrida de Canclini (1997) que se estabelece no diálogo com o outro. Todavia, mesmo que as mídias sociais sejam espaço de disseminação de outras falas e discursos, também é preciso considerar a disseminação de discursos esvaziados que seguem linhas de raciocínio polarizadas, tal como relata a filósofa contemporânea Márcia Tiburi (2017).

A partir da hipótese de que a construção da denúncia política feita no carnaval foi apropriada por veículos de comunicação tradicionais e da internet com discursos prontos que não fazem refletir, pretende-se estudar por quais razões houve apropriação desses discursos por parte da mídia, em comparações das coberturas realizadas por veículos como, por exemplo, a TV Globo e a Mídia Ninja, e do discurso realizado pelo público de esquerda e direita, que passaram a ser vistos como opostos e não como formas complementares de relatos dos problemas do país. Para tanto, o método consiste numa cartografia (KASTRUP; PASSOS, 2013) para mapear as notícias de veículos do país que tiveram maior compartilhamento nos SRS Facebook e Twitter, durante o período dos desfiles até a apuração final das escolas. As narrativas foram meras representações de pensamentos esvaziados de grupos políticos na forma de apresentação de seus discursos, se tornaram embates na internet ou tiveram visões complementares?

 

Firmantes

Nombre Adscripcion Procedencia
Raquel Timponi Timponi Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - Professora Adjunta do Curso de Jornalismo - Núcleo Tecnologia, Comunicação e Educação - Faculdade de Educação. Doutora pela UFRJ e mestre pela UERJ. Brasil
Alessandra Maia Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) - Programa de Pós-Graduação em Comunicação - Doutoranda em Tecnologias da Comunicação e Cultura Brasil
Tatiane Bomfim Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Mestranda da Escola de Comunicação ECO-Pós Brasil

ORGANIZA

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