S12-11

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Cinema, documentários e jornalismo: os impactos da imagem no sujeito

Desde a Antiguidade clássica o fenômeno da imagem provoca reflexões a respeito de seus impactos no indivíduo. A relação dos apelos visuais com a verdade do mundo real e as sombras da realidade a partir do que é projetado têm ocupado sistematicamente debates sobre o papel da imagem no desenvolvimento dos sujeitos comuns. Imagem é um fator de civilização ou pode ser utilizada para encobrir a verdade? Da “Caverna de Platão”, em A República, ao jornalismo contemporâneo, que funções a imagem tem exercido junto às pessoas? Representação ou imitação do real?

A proposta deste artigo é refletir sobre a utilização de imagens pela comunicação social. Assim, foram analisadas seis obras cinematográficas nas quais os critérios para a exposição das imagens são bastante rigorosos, muito em função das questões citadas acima. Saul Fia (László Nemes), Shoah, O último dos injustos, The Karski ReportO Relatório Karski – (Claude Lanzmann), Hitler: Um filme da Alemanha (Hans Jürgen Syberberg) e A imagem que falta (Rithy Pahn) são os filmes e documentários objetos deste estudo. Após a análise sobre o papel da imagem como testemunho da história, a discussão remete ao jornalismo que se pratica nos dias de hoje, considerando-se os mesmos questionamentos: representa ou imita a realidade? Que funções são exercidas sobre o leitor e que sentimentos são provocados no indivíduo?

Como suporte teórico, o artigo utiliza os seguintes ensaístas: Georges Didi-Huberman (Imagens apesar de tudo), Gilles Lipovetsky e Jean Serroy (O grande ecrã), Gustavo Cardoso (Sociedade dos Ecrãs), Mario Perniola (Contra a comunicação), Horst Bredekamp (Teoria do acto icónico), Roland Barthes (A retórica da imagem). De Platão às primeiras páginas do noticiário atual, sugere-se refletir sobre o que se passa com a sociedade em tempos de informação e conhecimento em plena interação. O sujeito estaria de volta à alegoria da caverna?

Palavras-chave: Imagem; Jornalismo; Cinema; Documentário; Ficção; Realidade.

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Nilton Marlúcio de Arruda Universidade Fernando Pessoa Portugal

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