S13-11

S13-11 ONLINE

ATUAÇÃO CIBERATIVISTA DE JOVENS: CONEXÕES COM O JEITO HACKER DE SER

Com a popularização das tecnologias em rede, observamos a tendência de  supervalorizar a hiperconexão atribuindo aos jovens uma fluência digital que talvez não seja condizente com a realidade do Brasil, onde aproximadamente um quarto da população tem entre 15 e 29 anos, totalizando 48,5 milhões de pessoas e, sendo que, em 2017 mais da metade destes (25,2 milhões) não havia concluído o ensino superior, não frequentava escola, curso, universidade ou qualquer outra instituição regular de ensino (IBGE, 2018). Por outro lado, conforme os estudos sobre juventude (Dayrell, 2003) os jovens são considerados potencialmente criativos, ousados e capazes de influenciar o seu meio social pela qualidade das interações que este meio proporciona. Essas características se aproximam aos recentes estudos sobre a cultura hacker que, ao defender que hackers não são criminosos do mundo digital, dão destaque à paixão e ao entusiasmo dedicado às suas produções, desenvolvidas de forma coletiva e colaborativa, com participação ativa nos grupos sociais aos quais estão inseridos. Diante desse descompasso entre a presença dos jovens nos ambientes digitais e sua relação com a educação formal, buscamos identificar os usos que os jovens têm feito dos aparelhos digitais conectados, especialmente para analisar os modos como ocupam o ciberespaço para participar, mobilizar, articular e dar visibilidade a suas causas e demandas. Realizamos pesquisa bibliográfica para compreender a construção social do conceito de juventude; identificar momentos nos quais a participação jovem através de tecnologias despertou interesse de diferentes autores; caracterizar o “jeito hacker de ser”. Como resultados preliminares, destacamos a pluralidade da noção de juventudes como um construto social e cultural e observamos que as pautas dos movimentos encampados por essas juventudes foram expressas através das redes sociais, reverberando posicionamentos contrários ao contexto político no qual estavam inseridos (como ocorreu durante as Jornadas de Junho, em 2013) e na articulação para as ocupações de escolas (com destaque aos episódios de 2015 e 2016). Portanto, percebemos conexões entre a cultura hacker e as formas de intervenção de jovens ativistas sinalizando importantes implicações para a educação.

Palavras-chave: ciberativismo. jovens. educação. hacker.

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Firmantes

Nombre Adscripcion Procedencia
Carla Azevedo de Aragão Universidade Federal da Bahia Brasil
Karina Moreira Menezes Universidade Federal da Bahia Brasil
Pietro Matheus Bompet Fontoura Universidade Federal da Bahia Brasil

Comentarios

  1. Karina Moreira Menezes Ka Menezes2020-04-03 01:19:20

    hola, colegas. Con el tiempo, es importante decir que el propio Marc Prensky revisó su propuesta conceptual precisamente porque se dio cuenta de que no tiene en cuenta los matices y los detalles involucrados en los diferentes contextos sociales. el académico ahora adopta el término "sabios digitales" para referirse a personas con fluidez digital, independientemente de su edad.

  2. Pietro Bompet 2020-04-02 23:21:30

    Agradecido pela interação, Salud. De modo a complementar a fala de Carla, é fundamental compreender a dimensão maior onde o sujeito está inserido e suas manifestações no local, assim como a interação com os demais participantes. Essa última vertente foi a nossa maior inspiração dessa pesquisa: perceber como os jovens [brasileiros] estavam se articulando em rede e quais foram as repercussões sociais dessas organizações.

  3. Salud Flores Borjabad2020-04-01 18:26:41

    Me surge una duda tras volver a ver vuestra presentación otra vez: ¿se pueda hablar de nativos digitales o tal vez sería más correcto hablar de inmigrantes digitales? Pues, efectivamente, todavía existen muchos lugares donde no existe un ciberespacio definido y han tenido que aprender a marchas forzadas. Por ello, no sé si sería más correcto hablar de inmigrantes digitales que nativos. Por ejemplo, cuando empezó la Primavera Árabe, muchos jóvenes aprendieron a usar las nuevas tecnologías sobre la marcha, con el fin de poder hacer eco de ese movimiento. No obstante, ninguno era nativo digital.

    • Carla Aragao2020-04-02 00:16:05

      Muchas gracias por su pregunta, Salud, muy oportuna. Nosotros, en el artículo, justamente hacemos una crítica al término "nativos digitales". El término, que empezó a ser utilizado al inicio de los años 2000, presupone un sujeto, nacido después de los 90, o sea en medio a la explosión de las tecnologías digitales, y que por eso tendría habilidades diferenciadas como procesar múltiplas informaciones y utilizar intuitivamente las herramientas tecnológicas. Nos parece un equívoco esta concepción, defendida por el autor norteamericano Marc Prensky, porque oculta un debate que está mucho más allá que el uso de herramientas, si no que la real capacidad de apropiarse críticamente y con creatividad de los artefactos para producir contenido, discurso, posiciones, conocimiento y cultura. Nos parece muy peligroso asumir que los jóvenes estás listos porque son nativos. Estamos delante de una otra forma de estar en el mundo; una forma, incluso, que se da de modo completamente distinto en diferentes países, culturas y de acceso. Hay que mirar los contextos, analizarlos para comprender lo que de hecho se está pasando, mientras las cosas están en marcha. Estamos en total acuerdo que los términos, sea nativos o inmigrantes, no nos ayuda a mirar lo complejo que es todo el proceso.

  4. Salud Flores Borjabad2020-03-31 12:35:46

    Muchas gracias por la participación. Ha sido muy interesante 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

    • Carla Aragao2020-04-02 00:18:49

      Gracias a ustedes por la oportunidad de compartir ideas, perspectivas, miradas....

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