S17-06 04

Perceber sua queeridade – corpo e presença a partir do trabalho de Nan Goldin e Rafael França

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Wagner PrevitaliUniversidade Federal de Pelotas
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Rosângela Fachel de MedeirosUniversidade Federal de Pelotas

Enfoque

Essa pesquisa faz parte de uma dissertação realizada em Artes Visuais com objetivo de investigar o processo de criação do autor. Para essa apresentação realizo um debate sobre possibilidades de uma arte queer, a partir de alguns trabalhos de Nan Goldin e de Rafael França. Em minha realização poética trabalho com meios de registro, como o vídeo e a fotografia, e recorro às produções desses artistas a partir de um questionamento: como realizar uma produção artística em minha cidade natal para além das visões normativas sobre a vida no interior. Essa investigação se dá no campo das poéticas visuais e envolve um movimento contínuo entre investigação teórica e prática, as reflexões sobre teoria queer e criações artísticas aqui trabalhadas foram parte desse processo de criação que tinha como foco a proximidade e a presença.

A partir do contato com trabalhos de Sarah Ahmed (2014),  Jack Halberstam (2005), Guacira Lopes Louro (2018) e o texto “Impotências de uma arte queer” de Matheus Araujo dos Santos (2016) reencontro os trabalhos dos artistas analisados e consigo nomear as questões formais e estéticas que formam os trabalhos e contribuem para uma noção de arte queer, apontam para uma certa “queeridade” das suas poéticas. Ressalto diferentes abordagens nos trabalhos de ambos os artistas, como o registro fotográfico ou audiovisual como meio de expressão, diferentes modos de apresentação, rompimento com a linguagem estabelecida, presença dos corpos, além da produção de imagens que buscavam o registro e a invenção da experiência humana que acontecia às suas voltas.

Há uma certa verdade vivida nas poéticas desses artistas, marcas de suas presenças como artistas no contexto em que realizam os trabalhos. Os registros audiovisuais e fotográficos implicam em uma presença daquela pessoa com a câmera e daquilo para o qual a câmera aponta, essas imagens captadas do mundo permitem a produção de outros
espaços/tempos que são afirmados e apresentados pelas imagens entendidas enquanto obras de arte. Assim, considero algumas propostas para provocar minha poética: experimentar a arte a partir da vida cotidiana e do registro de imagens, provocando outras formas de presença e compartilhamento pela duração dos atos de registros. As imagens recolhidas são pedaços de territórios que o corpo de cada artista pode tomar. A partir desses pedaços, o processo de criação artística constitui novas possibilidades de duração e existência.

Preguntas y comentarios al autor/es

Hay 04 comentarios en esta ponencia

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      José Alirio Peña Zerpa

      Comentó el 12/04/2023 a las 01:51:38

      Interesante abordaje que parte de una premisa clara: "el arte queer en sí mismo no existe". La cuiridad del arte depende del contexto cultural, social y político. Y esto queda claro con la conclusión: Las imágenes son pedazos de territorios tomados (pienso en creados-construidos) por los cuerpos de las personas artistas.
      .
      Si los cuerpos habitan territorios, entonces las imágenes son re-creaciones y construcciones de los cuerpos-territorios que resisten. Y esa resistencia es un acto de creación, para decirlo en palabras de Deleuze. Y yo agrego: la creación de la impronta queer/cuir o queeridad/cuiridad.
      .
      La creación de la impronta queer siempre va a lucir ante los defensores de la norma como extraña, exagerada, incómoda y provocadora. Neobarrosa, para usar un concepto de Perlongher. Su neobarroso era el neobarroco de la Plata (de estas tierras del Sur) en las letras. Pero, ¿por qué no trasladar ese neobarroso como lectura a los cuerpos y territorios producidos por el arte?
      .
      Solo quería compartir estas reflexiones.
      Aplaudo la investigación y la manera ordenada como presentaste la ponencia.
      Un abrazo.

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        Rosângela Fachel de Medeiros

        Comentó el 12/04/2023 a las 04:13:34

        Muchas gracias, mi querido Alirio, por tu atención siempre tan generosa a los trabajos! Seguro nos pone a pensar en nuevas perspectivas para el texto final de la ponencia. :)

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        Wagner Previtali

        Comentó el 13/04/2023 a las 02:58:22

        Muito obrigado pelo comentário e pela atenção à apresentação. Ótima provocação, ainda preciso conhecer mais do trabalho de Perlongher além da antropologia, abraços!


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