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Representação e construção mediática sobre a intervenção do/a assistente social

Os media assumem um papel primordial na construção da realidade e consequente formação da opinião pública. É através da comunicação social que o público tem acesso aos particularismos e características da realidade social, fazendo tantas vezes com que a perceção de determinada dimensão, esteja diretamente relacionada com o enquadramento que é feito pelos media (Tuchman, 1983).

Sendo as notícias resultantes de perspetivas díspares, determinadas por normas e convenções profissionais dos jornalistas, significa que a realidade a que o público tem acesso através dos meios de comunicação social é construído pelos seus agentes de informação (Serrano, 1999).

As representações sociais, entendidas como sistemas de interpretação que gerem a nossa relação com o mundo e com os outros, orientam e organizam o comportamento social e a forma de comunicar. Da mesma forma, intervêm em processos tão diversos como o desenvolvimento individual e coletivo, bem como a construção e definição das identidades pessoais e sociais. (Jodelet, 1997)

Os media formam, não só, perceções sobre o Serviço Social, como também sobre quem é o assistente social.

O campo de atuação do Serviço Social, bem como as especificidades relacionadas com a sua intervenção, são desconhecidas de uma maioria da população, que acaba por ver a representação da profissão associada às imagens apresentadas pelos media e que contribuem para uma influência determinante sobre a construção e a interpretação do contexto profissional do Serviço Social.

Na sociedade contemporânea, a forma como as representações se constroem nos diferentes contextos em que se produzem e reproduzem, expressam uma influência tantas vezes equívoca, relativamente à ação prática dos assistentes sociais. A importância das representações sociais, bem como o foco sobre o processo de como são concebidas, nomeadamente perante a dimensão mediática, reside no facto de estas retratarem um processo construído mediante determinadas dimensões que vão acabar por influenciar não só a perceção dos outros sobre o profissional, como no limite, a prática quotidiana do assistente social.

O objetivo do simpósio é proporcionar um fórum de reflexão e debate sobre a narrativa mediática que se constrói a partir das representações da intervenção do/a assistente social, pelo que se propõe um debate alargado e necessariamente multidisciplinar. São por isso bem-vindos todos os contributos oriundos de todas as disciplinas do saber.

O simpósio é ainda aberto a todas e a diferentes visões mediáticas da intervenção social em todos os seus domínios de atuação. Recebe, igualmente, propostas que consubstanciem estudos descritivos sobre questões teóricas, metodológicas ou de investigação social em geral, com acento em estudos sociais e/ou da comunicação sobre temáticas, problemáticas e intervenções realizadas na sociedade com indivíduos, grupos, comunidade e em programas e/ou projetos específicos.

Linhas temáticas

  • Metodologias Inovadoras de Investigação em Serviço Social
  • Serviço Social e Modelos de Bem-Estar para a Infância, Juventude e/ou Velhice
  • Género, Sexualidade e Violência Sexual: Análise e Intervenção Social
  • Ética Social e Direitos Humanos
  • Modelos de intervenção do Serviço Social: A prática profissional do assistente social
  • Serviço Social, Sustentabilidade e Inovação
  • Políticas Públicas e Cidadania
  • Serviço Social: História e Pensamento da Profissão

Coordinadores

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Marco Ribeiro Henriques

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Gonçalo Mota

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